Dor que Nunca Passa
Dor que Nunca Passa: Ex-Jogador do FC Porto Revela a Ferida que a Vida Nunca Cicatriza

Há perdas que mudam tudo… e há dores que nunca encontram descanso. Juan Esnáider, antigo jogador do FC Porto, abriu o coração sobre o momento mais devastador da sua vida: a morte do filho, com apenas 17 anos. Um acontecimento que, mais de uma década depois, continua a marcar cada dia da sua existência.
Fernando Esnáider Ruiz partiu no dia 25 de dezembro de 2012. Um detalhe que, por si só, torna tudo ainda mais cruel. Enquanto o mundo celebrava, uma família enfrentava o pior dos pesadelos. E para um pai… não há palavras que consigam explicar.
“Foi a única coisa difícil da minha vida. Nunca a vou perdoar”, confessou, numa entrevista carregada de emoção. Uma frase dura, direta, que revela o impacto irreversível daquela perda. Porque, segundo o próprio, há coisas das quais simplesmente nunca se recupera.

Fernando seguia, à sua maneira, os passos do pai. Jogava futebol nas camadas jovens do Getafe, não pelo talento — como o próprio Esnáider recorda com um misto de dor e ternura — mas pela paixão. “Era péssimo a jogar… mas jogava”, disse, com uma sinceridade desarmante. Mais do que o jogador, recorda o filho. “Era um grande rapaz. Sinto muito a sua falta.”
O tempo passou… mas nada mudou.
Para Esnáider, não há datas fáceis. Nem sequer o Natal — ou talvez especialmente o Natal. “Todos os dias são difíceis”, admite. A dor não aparece apenas em momentos específicos. Vive com ele, diariamente, dependendo do estado de espírito, das memórias, do silêncio.
Ainda assim, encontrou uma forma de continuar: falar. Partilhar. Não guardar.

“Se tivermos de chorar… choramos.” Uma escolha simples, mas essencial para sobreviver a algo que não tem solução.
Dentro e fora de campo, Juan Esnáider teve uma carreira marcada por grandes clubes — Real Madrid, Atlético, Juventus, River Plate… e também uma breve passagem pelo FC Porto. Mas nada disso se compara ao papel que mais marcou a sua vida: ser pai.
E é aí que tudo ganha outra dimensão.
Porque há vitórias que deixam de importar… quando a vida tira aquilo que mais amamos.
E há dores que não passam — apenas aprendemos a viver com elas. 💫